
Baphomet entrou para a história por causa dos julgamentos contra os Cavaleiros Templários, no início do século XIV. Em 1307, o rei Filipe IV da França mandou prender membros da ordem, acusando-os de heresia, rituais secretos e adoração a um suposto ídolo chamado Baphomet.
Por Aelios Varro
O problema é que boa parte dessas “confissões” foi obtida sob forte pressão e tortura. Por isso, muitos historiadores tratam a acusação como politicamente conveniente: Filipe IV tinha grandes dívidas com os templários e interesse em destruir uma ordem rica, poderosa e independente.
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O que seria Baphomet?
Nos documentos medievais, Baphomet não aparece com uma imagem clara. Alguns relatos falavam de uma cabeça misteriosa, outros de um ídolo ou figura estranha. A ideia do Baphomet com cabeça de bode, asas e símbolos ocultistas só surgiria muito depois, no século XIX, com Éliphas Lévi.
Uma hipótese comum é que “Baphomet” tenha sido uma deformação medieval de “Mahomet”, forma antiga usada na Europa para se referir a Maomé. Nesse caso, a acusação contra os templários teria sido construída para sugerir que eles haviam abandonado a fé cristã e adotado práticas “heréticas”.
Os templários realmente adoravam Baphomet?
Não há prova histórica sólida de que os templários cultuassem Baphomet. O que existe são registros de acusações, confissões contraditórias e um processo conduzido em ambiente político extremamente hostil.
Baphomet não nasceu como o demônio de cabeça de bode que aparece no imaginário moderno. Seu vínculo com os templários surgiu em meio a um dos julgamentos mais controversos da Idade Média, quando uma ordem militar poderosa foi acusada de cultuar um ídolo secreto.
Séculos depois, o símbolo foi reinventado pelo ocultismo e ganhou a aparência enigmática que conhecemos hoje.
